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Estudantes tentam impedir culto na USP, mas encontro atrai 1.500 jovens: “Grande mover”

  • 15-04-2026 20:37

  • Estudantes tentam impedir culto na USP, mas encontro atrai 1.500 jovens: “Grande mover”

    O último culto na USP (Universidade de São Paulo) do Dunamis Pockets, um grupo de universitários cristãos, foi marcado por um mover de Deus e também por oposição.

    No dia 27 de março, mais de 1.500 estudantes se reuniram na Praça do Relógio, um lugar público ao ar livre dentro da universidade, para adorar e ouvir o Evangelho.

    O encontro contou com momentos de louvor e intercessão.

    Os universitários oraram de joelhos, declarando arrependimento e pedindo um despertar espiritual na USP e nas universidades do Brasil.

    “Foi um momento muito marcante.

    Durante o encontro, testemunhamos 14 curas e um grande mover, impactando profundamente a vida de muitos estudantes”, contou Gabriel Namorato líder do Dunamis Pockets, em entrevista ao Guiame.


    Culto do Dunamis Pockets na USP.

    (Foto: Dunamis Pockets).

    Hostilidade

    Segundo ele, um grupo de estudantes da USP, incomodados com o movimento, tentou impedir e atrapalhar o culto. 

    “Estávamos em um momento de arrependimento e oração quando algumas pessoas da USP chegaram tentando atrapalhar, com a intenção de desligar o gerador e a caixa de som.

    Elas argumentaram que estávamos agindo contra a lei, quando, na verdade, estávamos dentro de todos os nossos direitos.

    Os guardas da USP também tentaram impedir a reunião”, afirmou Gabriel.

    “Em determinado momento, uma mulher chegou a ir até o local onde o evento estava acontecendo.

    Ela foi em direção ao lugar onde estavam os fios conectados à caixa de som e começou a falar alto, xingar e falar palavrões.

    Além de empurrar uma das pessoas que estavam servindo no evento”, acrescentou.


    Culto do Dunamis Pockets na USP.

    (Foto: Dunamis Pockets).

    Um vídeo gravado por participantes do culto, que o Guiame teve acesso, mostrou os organizadores tentando conversar com os estudantes contrários ao evento.

    Porém, os alunos alegaram que os cristãos não tinham o direito de cultuar na universidade.

    “Aqui é público, você não pode fazer pregação, proselitismo religioso.

    O nazismo começou assim, com gente completamente fanática e louca”, afirmou um estudante.

    Uma estudante afirmou que iria fazer um boletim de ocorrência contra o grupo de universitários cristãos e que desejava que eles fossem punidos pela USP.

    “Eles querem levar aluno de cabeça fraca para o lado deles”, acusou ela.

    E acrescentou: “Eu não quero que eles falem com vocês, eu quero que eles punam vocês”. 

    “Vocês têm que ir embora”

    Outro aluno afirmou aos cristãos: “Vocês precisam recolher os equipamentos e ir embora, vocês não têm autorização.

    Vocês não deveriam estar nesse lugar”.

    Apesar da oposição, o culto continuou e foi marcado por frutos espirituais.

    Muitas pessoas foram curadas após receberem oração, incluindo um jovem que tinha infecção causada por cobre em um dos olhos e não enxergava bem.

    “O médico disse que eu ia perder a visão, eu enxergava 85%, eu estou enxergando 100% agora, estou vendo tudo”, testemunhou o jovem.

    Liberdade religiosa garantida pela Constituição

    Em vídeo no Instagram, Gabriel Namorato refutou a fala do estudante de que é crime fazer proselitismo religioso em um espaço público.

    “A Constituição Federal garante duas coisas muito claras: liberdade religiosa e liberdade de expressão.

    Quando você soma essas duas você tem o direito de pregar aquilo que você acredita.

    Isso é proselitismo religioso e não é crime no Brasil”, esclareceu.

    “O próprio Supremo Tribunal Federal já se posicionou sobre isso.

    Em 2018, na ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 2566 ficou reafirmado que a liberdade de expressão protege a manifestação religiosa, inclusive a pregação.

    Ou seja, o que a gente fez não é ilegal”, ressaltou.

    E Gabriel acrescentou: “A pessoa chamou a gente de nazistas.

    Enquanto pregar o Evangelho é um direito constitucional, acusar alguém falsamente de algo como nazismo pode configurar crime contra a honra”.

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    Fonte: Guiame